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mergulhe

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Um tempo REconhecido



 Proust tardio e desengonçado em sua lembrança de um ir e vir sem pontuação e vírgula alguma Mas me deixando embeber nun sorvete madeleine de memórias que flutuando caem sobre mim

 Sorvete saia e blusa ice cream picolé casquinho Sorvete
o cheiro da flor de Borboletas Casquinho de abacaxi eu nos braços maternos Noite e lua  O gosto do nunca acabar  
 
 Embalado ninado acalentado se vendo adulto naquela noite no aroma da flor das Borboletas dentro do gosto porque gosto perfumado de abacaxi o abraço amado e toda meninice jamais desaparecerá
Desaparecerão

  Nunca nunca nunca
Mesmo quando eu me for pra Lua Quando eu for morar lá
Saindo do meu Sputnik do Campo do Jiquiá
 
Ria-se me diz os cheiros da Noite
Carlos se sinta assim
recoberto embuçado aquecido protegido na ternura de recordar*
 

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