Proust tardio e desengonçado em sua lembrança de um ir e vir sem pontuação e vírgula alguma Mas me deixando embeber nun sorvete madeleine de memórias que flutuando caem sobre mim
Sorvete saia e blusa ice cream picolé casquinho Sorvete
E o cheiro da flor de Borboletas Casquinho de abacaxi eu nos braços maternos Noite e lua O gosto do nunca acabar
Embalado ninado acalentado se vendo adulto naquela noite no aroma da flor das Borboletas dentro do gosto porque gosto perfumado de abacaxi o abraço amado e toda meninice jamais desaparecerá
Desaparecerão
Nunca nunca nunca
Mesmo quando eu me for pra Lua Quando eu for morar lá
Ria-se me diz os cheiros da Noite
Carlos se sinta assim
recoberto embuçado aquecido protegido na ternura de recordar*
recoberto embuçado aquecido protegido na ternura de recordar*

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