BANDEIRAS AO VENTO - CARLOS BARTOLOMEU
Como disse Bandeira, o poeta, aqui nesta cidade do Recife tem... brisa!
Sim, de fato sopra um vento em meio ao calor. Nós não o festejamos mais no corpo, no rosto e nos cabelos, envolvidos que estamos pelo barulho incessante e crescente...
Mas, reparem bem, no Recife sopra bóreas, zéfiros, mistral, tudo se faz no ar desta cidade roubada ao oceano.
No fim da tarde de hoje, deixei meus óculos escuros no café, notei sua perda no retorno para casa. Em meio a brisa incessante e ao calor clemente me dei por achado. Sensivel aos sopros e dentro da recordação de uma perda, sem óculos escuros, me vi na inéfavel claridade das luzes que se iam, do vento que enxugava meu suor, e mais uma vez amei estar no lugar que é meu:Recife.
Este lugar que sempre é recomeço, Instancia do zero. Pertencimento de nos fazer retomar com a pedra até ao topo da montanha, vê-la deslizar e... recomeçar. Tudo é ginástica aqui. Subida, tensão e ganho material pouco. Apenas ao coração é dado o senhorio do entendimento da narrativa, e a infexível compreensão que o nosso, é somente o que de fato nos acolheu.
Meu lugar tem brisas e eu as redescubro nas horas mais quentes.
Sabes que gosto MUITO do que escreves ! `meu lugar tem brisas e eu a redescubro nas horas mais quentes ` Viva! <3
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